Com a reabertura gradual das atividades comerciais a partir de agosto, muitas empresas começaram a se preparar para a volta dos funcionários aos escritórios. Com isso, o home office, solução encontrada para se adaptar à nova realidade, começa a perder espaço para o trabalho presencial.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) nos dois últimos meses, 11,2 milhões de trabalhadores voltaram ao trabalho presencial no Brasil.

Os escritórios, que ficaram fechados por meses, tiveram que passar por uma grande reformulação para receber as pessoas de volta. Entre os novos protocolos estão uma série de medidas, incluindo aquelas que já integram os novos hábitos da população em geral como o uso obrigatório de máscaras e de álcool em gel, além da medição da temperatura corporal.

Devido à complexidade do tema, o Ministério Público do Trabalho (MPT) formulou orientações para o retorno ao trabalho presencial que servem de base para as empresas.  As medidas reiteram a permanência em home office das pessoas com mais de 60 anos, portadoras de doenças crônicas, gestantes, mulheres que estão amamentando e pessoas com deficiência.

Retorno programado

Para aferir as expectativas em relação ao retorno das atividades presenciais, a KPMG elaborou a pesquisa “Covid-19: como será o retorno aos escritórios”. Foram entrevistados 722 empresários de todo o Brasil.

Segundo o levantamento, a maioria deles (34,9%), pretende retornar as atividades entre setembro e dezembro, e 56,9% sinalizaram que vão manter os espaços físicos.

Em contrapartida, alguns empresários já pensam em rever os formatos de trabalho, e ter um escritório menor é uma opção já discutida internamente. Neste caso, a ideia é ter o trabalho presencial, mas manter o home office funcionando em paralelo, aproveitando os ensinamentos que a pandemia trouxe de convivência a distância.       

No atual cenário, a ocupação máxima não ultrapassa 50% da capacidade dos escritórios, para manter o distanciamento entre os funcionários. Por isso, reformular os espaços foi a opção para a maioria das empresas. 

As mudanças vão desde a redistribuição das estações de trabalho que agora são em menor número, ampliando os espaços entre elas, que deve ser de 2 metros. Luzes automáticas e sensores nas torneiras dos banheiros e copas são itens obrigatórios para reduzir o contato com as superfícies de uso comum.

A tecnologia também integra o pacote de soluções, principalmente, para ampliar a capacidade de realização de videoconferências, para melhorar a interface com os clientes e mesmo com os colegas que estiverem trabalhando remotamente.  

Nova realidade na prática

Localizado na Marginal Pinheiros, região que concentra o maior número de prédios corporativos na capital paulista, o WT Morumbi abriga colaboradores de empresas de diferentes segmentos, como grandes indústrias de produtos de higiene, automobilística, calçados, produtos esportivos e grandes seguradoras, entre outros.

A torre com duas alas com 31 andares interligados por passarelas suspensas recebia em média 11 mil pessoas por dia, antes da pandemia. 

O WT Morumbi abriga colaboradores de empresas de diferentes segmentos. Fotos: aflalo/gasperini arquitetos.

Hoje, aproximadamente 10% dos usuários retornaram ao trabalho presencial, segundo Ronaldo Mazarotto, Gerente de Operações do WT Morumbi. Para a segurança de quem trabalha na torre, muitas medidas foram aplicadas. “Podemos destacar a sinalização espalhada por todo empreendimento, distribuição de álcool em gel, verificação de temperatura corporal e a esterilização dos corrimãos das escadas rolantes”, destaca ele.

Mazarotto explica que as dez escadas rolantes que atendem os cinco subsolos de garagem do empreendimento receberam o esterilizador de corrimão. “Decidimos bloquear os elevadores temporariamente, porque suas cabinas comportam seis pessoas, e para atender ao distanciamento social, praticamente subiriam com um usuário por viagem. Então, as escadas se tornaram ainda mais prioritárias para esta circulação”. Segundo o gerente, as pessoas aprovaram a solução e se sentem seguras ao usar as escadas rolantes.

Diante desse novo cenário, uma coisa é certa: as soluções que passamos a adotar por conta da pandemia, principalmente com relação à higiene dos espaços corporativos, vieram para ficar. “Não tenho a menor dúvida de que a grande maioria das ações será definitiva. Penso isso, porque falamos em higiene e a tendência é a manutenção das medidas adotadas, retirando-se ações mais específicas, como medição de temperatura corporal. Claro que, com a tecnologia hoje disponível, temos condição de manter tudo que foi implantado, sem atrapalhar a rotina operacional”, conclui Mazarotto. Para um deslocamento seguro, conheça nossas tecnologias de higiene para elevadores, escadas rolantes e esteiras rolantes.

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