Aulas de canto, flauta doce e percussão postadas pelos professores, todas as segundas-feiras, nos grupos de WhatsApp. Nas quartas e quintas-feiras, são os momentos de feedback dos alunos e de tirar dúvidas com os docentes.

Tem sido assim, desde abril, as aulas do Projeto Ouviravida – Educação Musical Popular para 120 crianças e adolescentes. A iniciativa de inclusão cultural e social é direcionada para moradores de 6 a 14 anos, que vivem em situação de vulnerabilidade social no bairro Bom Jesus, em Porto Alegre (RS).

O projeto, que é coordenado pelo maestro Tiago Flores, tem como objetivo fomentar a noção de pertencimento sociocultural e auxiliar na construção cidadã dos alunos por meio da música.

Para isso, são oferecidas aulas gratuitas de canto, prática de conjuntos musicais, flauta doce, percussão, violão, acordeom, trompete e teclado.

Grupos para aulas

Antes da pandemia, os cursos eram ministrados na Associação Missionária Centro São José. Com o isolamento social, foram formados grupos no aplicativo de troca de mensagens (WhatsApp). Cada um referente a uma modalidade de instrumento, faixa etária e nível de aprendizado musical dos alunos.

Os grupos foram criados a partir do mapeamento dos contatos das famílias atendidas pelo Centro São José e pela Associação Perpétuo Socorro.

Assim, foram identificadas mais de 120 famílias, cujos filhos participam do Projeto Ouviravida e que por meio do aplicativo também recebem recados sobre entregas de cestas básicas e outras doações.

“Estamos felizes com essa metodologia que definimos. Tem sido muito importante a manutenção do vínculo com os alunos e o envio das atividades para eles realizarem em casa. Não conseguimos oferecer todas as modalidades por causa da falta de instrumentos nas residências, como violão e teclado, mas estamos ansiosos em retomá-las presencialmente”, avalia Liége Biasotto, produtora do projeto.

projeto Ouviravida

Projeto Ouviravida

Aprendizados nos desafios

Apesar do bom resultado, o projeto enfrentou alguns problemas com esse modelo de aula. Um deles foi com a conexão à internet, pois a maioria dos alunos não possui banda larga em seus aparelhos. A falta de celulares foi outro, já que as crianças dependem do telefone dos pais que saem para trabalhar e há famílias que não têm nenhum aparelho.

A partir de agosto, o projeto iniciou um novo mapeamento sobre as necessidades individuais de cada aluno. Com o resultado obtido, começou a colocar um crédito básico no celular dos que necessitam, para poderem participar das aulas.

Outro desafio foi para o professor de percussão, que precisava elaborar as aulas sabendo que os alunos não têm os instrumentos em casa. Diferentemente da flauta doce, que os estudantes ganham e levam para suas residências, os alunos de percussão recebem apenas as baquetas para praticarem os ritmos em casa.

Então para complementar o ensino, o professor elaborou aulas virtuais de construção de instrumentos com materiais alternativos e ministrou atividades de percussão corporal.

Evolução por meio da música

O Projeto Ouviravida foi criado em 1999 e teve suas aulas suspensas em 2007 por falta de patrocínio. Em 2017, retomou as atividades proporcionando educação, aprendizado musical e autonomia criativa para 200 crianças.

Semestralmente, os participantes dos cursos se apresentam em concertos e outras atividades culturais da cidade.

Durante esses anos, fica evidente a evolução dos alunos, tanto musicalmente como com relação ao coletivo, ao aumento da responsabilidade, ao comprometimento e ao sentimento de pertencimento sociocultural.

Em todo o Brasil, nós da thyssenkrupp Elevadores apoiamos iniciativas sociais como o Projeto Ouviravida, por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Também contribuímos com projetos por meio das leis do Esporte, Funcriança, do Idoso, Pronon, Pronas e Rouanet.

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