Até 2030, a população urbana aumentará em 3 bilhões de pessoas, segundo projeções da ONU – Organizações das Nações Unidas. As cidades, neste cenário, serão ainda mais verticalizadas para atender a demanda crescente, ampliando o protagonismo dos elevadores como meio de transporte vital para a mobilidade urbana.
A participação neste segmento de mercado, denominado “high-rise”, quando os elevadores podem atingir velocidades acima de 6 metros por segundo, requer, porém, produtos de alta tecnologia e poucas empresas possuem know-how para atender a demanda.
Diretor de Engenharia da thyssenkrupp Elevadores, Reinaldo Paixão, conta que para cumprir as exigências desse mercado, a empresa vem desenvolvendo elevadores cada vez mais rápidos, que podem atingir até 15 metros por segundo, ou 54 quilômetros por hora. “A thyssenkrupp está presente em grande parte dos arranha-céus construídos no mundo com produtos tecnologicamente desenvolvidos para atender o mercado high- rise”.
A complexidade dos projetos para arranha-céus deve levar em consideração efeitos fisicos, como as vibrações e a compressão. “À medida que a velocidade dos elevadores aumenta, muda a aerodinâmica da cabina, por exemplo, pois o elevador se desloca dentro de um túnel (a caixa de corrida) e o ar não possui muitas opções de saída”, explica Paixão.
Também é necessário evitar as vibrações do elevador que são facilmente percebidas pelo passageiro, causando desconforto semelhante ao que é percebido quando se anda de carro por uma estrada com asfalto irregular. As vibrações são causadas por algumas circunstâncias: turbulência do ar,  velocidade do elevador,  desalinhamento das guias que conduzem a cabina e por balanço do edifício devido a rajadas de vento externas. “Neste caso, a equipe brasileira da área de P&D desenvolveu as corrediças ativas (active roller guide) que reduzem as oscilações da cabina, proporcionando movimentações confortáveis mesmo em prédios muito altos, como no One World Trade Center, em Nova York, o prédio mais alto do Ocidente com 108 andares e 541 metros de altura, onde a thyssenkrupp instalou 71 elevadores de alta velocidade”, explica o Diretor de Engenharia.
Os projetos também contemplam cuidados na rede elétrica que liga a casa de máquina ao elevador, além de recursos para corrigir o deslocamento provocado pela elasticidade dos cabos de tração, que mesmo fabricados de aço, sofrem variações devido a percursos longos. Segundo Paixão, o motor desligado e o freio acionado não impedem este deslocamento provocado pela elasticidade dos cabos. “Para evitar degrau na entrada e saída do passageiro do elevador, um sistema automático recoloca a cabina na posição correta”, explica.
A evolução tecnológica não para por aí e novas soluções estão sendo desenhadas para o transporte de passageiros progredir ainda mais. “A ideia é ligar a mobilidade horizontal e vertical, otimizando nosso tempo e a forma de relacionamento com as pessoas, criando cidades inteligentes, por meio de produtos inteligentes”, destaca o Diretor.

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SONY DSCPoço do Elevador (visão interna).

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