O cinema sempre nos traz exemplos de comportamentos que nos inspiram e emocionam. Quando o assunto é a relação pai e filhos não faltam opções. Quem não se comoveu com A Vida é Bela e não torceu em Procurando Nemo? Em ambos, o pai é uma presença marcante na vida dos filhos e suas histórias nos ensinam muito sobre a importância da figura paterna.

Com a proximidade do Dia dos Pais, uma reflexão sobre o tema é muito oportuna. Mesmo porque, o papel dos pais mudou e hoje eles exercem uma participação mais efetiva na vida dos filhos, compartilhando as tarefas do dia a dia.

Uma realidade que parecia impossível até o fim do século passado, onde historicamente a figura do pai na sociedade era o de provedor, ou seja, de quem trabalhava e garantia o sustento da família.

Hoje, não é bem assim, como podemos conferir, a partir de histórias de paternidade que lançam luz sobre como é ser pai na atualidade, respeitando as diferenças.

Delícias de ser pai

O publicitário Beto Bigatti é um entusiasta da paternidade ativa e afetiva, e através do Blog Pai Mala, retrata a sua experiência pessoal como pai do Gianluca e do Stefano.

Para ele, ainda há muito a evoluir na sociedade brasileira, mas os homens, a passos lentos, têm feito mudanças para não repetir modelos nocivos de paternidades ausentes. “Quando percebemos que podemos ser muito mais do que pagadores de contas e cai a ficha de que nossos filhos precisam da nossa presença e afetividade, fica muito claro como o nosso papel é relevante. Eu sou um desses homens, que achei na paternidade o maior papel da minha vida”, afirma.

Declarar seu afeto, em nada altera a sua masculinidade, um preconceito que os homens carregam muitas vezes pela criação que tiveram. E romper esse círculo é o grande desafio. “Defendo uma paternidade afetiva e presente. Aliás, não há outra forma viável. Se não houver afeto e presença, não é efetivamente paternidade”, declara.

Pai em tempo integral

Professor e Consultor na área de Engenharia de Produção, Marco Antônio Borges, também é um pai realizado de dois meninos, Bento e Dante. Criado pela mãe, que ficou viúva muita jovem, ele sempre desejou exercer a paternidade. “Ser pai é a realização de um sonho e a maior alegria da minha vida”.

Tanto que não hesitou em abrir mão da sua carreira quando a esposa recebeu uma proposta para trabalhar nos Estados Unidos. Por cinco meses, ele assumiu a função de stay-at-home dad, como os americanos se referem ao homem que fica em casa cuidando dos filhos. “Cuidava dos meus filhos em tempo integral, uma experiência enriquecedora. Acredito que o que deve prevalecer é o bem maior para a família, independente de qualquer coisa”, afirma ele.

Hoje, devido à quarentena, Borges está revivendo essa função, mas em outro contexto e em parceria com a esposa, pois os dois estão trabalhando home office. “Até março eu era pai aos finais de semana. Com a pandemia já são quase seis meses vivendo como pai 24 horas por dia. É um novo aprendizado, mas um complementa o outro com equilíbrio e igualdade”, se referindo à relação com sua esposa.

Diversidade familiar

Trazer esse debate para aos dias de hoje envolve também abordar as mudanças que a estrutura da família vem passando. A diversidade familiar é a base de muitos lares constituídos por pais solteiros, casais homoafetivos que são pais, pais de filhos de diferentes relacionamentos, entre outros.  Tema que já abordamos aqui no blog recentemente.

Segundo Bigatti, ainda há muito preconceito, mas hoje em dia as famílias não se escondem mais como antigamente, o que é muito positivo. Um movimento que ficou muito evidente com a recente campanha de Dia dos Pais de uma marca de cosméticos que trouxe o ator Thammy Miranda, homem trans, como destaque. Mas, que no final das contas evidencia o que de fato importa, o afeto.

“Qualquer que seja a família, se houver amor, tem o meu apoio. No caso específico da paternidade, é inconcebível não aceitarmos um homem homossexual ou trans como pai. Em um país em que há homens que abandonam as companheiras grávidas e nem assumem a paternidade na documentação do filho; não se pode discriminar uma pessoa que faz questão de exercer sua paternidade”.

A equidade de gênero é a base para uma sociedade coesa e empática, reforça Bigatti. Logo, a participação igualitária de homens e mulheres é necessária na família, na comunidade e em todas as atividades políticas e sociais.

Diversidade e inclusão fazem parte do planejamento estratégico da nossa empresa, com o objetivo de construir uma cultura de respeito às pessoas e valorização das diferenças. Por meio do Comitê de Diversidade e Inclusão promovemos debates sobre temas diversos, como o papel do pai e seus significados.

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