Atualmente, 55% da população mundial vivem em áreas urbanas e, segundo a Organização das Nações Unidas – ONU, a tendência é de que até 2050, 70% das pessoas morem em cidades.  A concentração urbana é um dos indicativos para se pensar a sustentabilidade e seu impacto na vida da população.

O foco maior é na busca de soluções para a construção de edifícios sustentáveis. Dados da ONU indicam que os prédios são responsáveis por mais de 30% das emissões de gases de efeito estufa. E, em 2030, daqui a dez anos, vão consumir 31% do total de energia, conforme dados da Agência Internacional de Energia (IEA). Esse índice está acima dos 30% esperado para a indústria e dos 28% para o setor de transportes.

Ou seja, projetar e construir edifícios sustentáveis é uma necessidade para enfrentar as mudanças climáticas e combater o desperdício de recursos naturais, como a água e a energia.  Além disso, estão em alta no mercado e segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o reconhecimento de um empreendimento como construção verde promove uma valorização de 4% a 8%, por metro quadrado.

No Brasil, o cenário é promissor. O país está em quinto lugar no ranking mundial de sustentabilidade entre os países com mais projetos certificados, segundo dados do Green Building Council (GBC). Os top 5 do ranking são Estados Unidos, China, Canadá, Índia e Brasil.

Selo verde

Os edifícios construídos e projetados com base nos princípios de sustentabilidade são conhecidos como green buildings. Mas, para receberem essa qualificação precisam seguir critérios relacionados à sustentabilidade social, ambiental e econômica, considerando toda a sua vida útil, ou seja, desde o projeto, obra, uso e operação.

Para mensurar e comprovar a sustentabilidade de um edifício é necessário obter uma certificação, espécie de selo verde que garante o impacto ambiental em todo o processo.

As principais certificações no Brasil para construções sustentáveis são o LEED e o AQUA-HQE. O processo envolve desde um bom projeto, toda a gestão da obra e a escolha de materiais e produtos que atendam os conceitos de sustentabilidade. Por isso, também existe a certificação EPD que atesta o impacto ambiental no ciclo de vida dos produtos, desde o piso para revestir a área comum até o elevador, por exemplo.

Certificações Green Building

O LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) é um sistema internacional de certificação ambiental utilizado em mais de 160 países e concedido às edificações que atendem as exigências relacionadas a aspectos ambientais e energéticos.

A metodologia consiste em avaliar um edifício por pontos e para obter a certificação é necessário ter pelo menos 40 pontos. A pontuação também possibilita níveis de qualificação na conquista da certificação. Assim, o selo prata é para empreendimentos que obtiveram a menor pontuação; o ouro a pontuação intermediária e 79; e platina aqueles que alcançaram o melhor desempenho.

Os empreendimentos são avaliados em oito itens: localização e transporte; espaço sustentável; eficiência do uso da água, energia e atmosfera; materiais e recursos; qualidade ambiental interna; inovação e processos; e créditos de prioridade regional.

A certificação AQUA-HQE também é uma certificação para construções sustentáveis e foi desenvolvida a partir de fundamentos da certificação francesa Démarche HQE (Haute Qualité Environnementale), que no Brasil é aplicada pela Fundação Vanzolini.

Seu processo leva em conta a sustentabilidade no Brasil, pois os referenciais técnicos foram desenvolvidos com base nas características específicas do país, como cultura, clima, normas técnicas, para buscar por uma melhoria contínua e inovação. Para obter a certificação, o edifício deve atender os critérios dos referenciais, de acordo com a sua tipologia, e implantar um Sistema de Gestão do Empreendimento (SGE).

Além disso, precisa atender a várias categorias de Qualidade Ambiental do Empreendimento (QAE), desde a relação do edifício com seu entorno até o conforto acústico, visual e olfativo que vai impactar na vida das pessoas.

Impacto ambiental na cadeia da construção

Os elevadores Evolution thyssenkrupp possuem a certificação EPD.

O processo de certificação engloba toda a cadeia da construção desde o projeto até a análise pós-ocupação do edifício. Por isso, os materiais empregados numa construção sustentável também precisam ser certificados.

A certificação EPD (Environmental Product Declaration) é uma referência para avaliar o impacto ambiental no ciclo de vida dos produtos. É um documento que avalia todas as fases para desenvolver um produto, desde a extração da matéria-prima até o resultado final para a venda.

Por seguir um padrão internacional, com divulgação transparente e verificação independente, fornece informações ambientais relevantes sobre a cadeia de valor de um produto.

Assim, um produto certificado com EPD torna-se referência para as empresas e clientes, bem como para a obtenção de certificações green building, uma vez que é utilizado no processo de avaliação de edifícios sustentáveis.

O elevador, por exemplo, pode contribuir com a redução do impacto ambiental de um edifício, principalmente com relação à eficiência energética.

Para obter o EPD do elevador é necessário um amplo estudo para levantar o ciclo de vida do elevador, incluindo o processo produtivo e seus componentes. Esse estudo consiste no LCA (Life Cycle Assessment), sigla em inglês de análise do ciclo de vida.

Entre as características dos elevadores que reduzem seu impacto ambiental estão a iluminação LED, o sistema de controle com refrigeração passiva, a máquina de tração de alta eficiência e a classificação A de eficiência energética conforme a ISO 25745-2. Os elevadores Evolution da nossa marca possuem a certificação EPD, um diferencial para os clientes que buscam certificar seus empreendimentos com os selos de sustentabilidade.

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