Subir e descer de elevador são operações essenciais para a vida nas cidades. Os dados nos ajudam a traduzir essa realidade. Mais da metade da população mundial já vive em áreas urbanas e, até 2050 estima-se que as cidades serão a moradia de 70% dos habitantes do planeta, o que equivaleria a 5 bilhões de pessoas, segundo levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU).

A urbanização é uma tendência e com o crescimento da área construída, o número de elevadores também aumenta na mesma proporção. Para atender essa demanda, existem vários modelos de elevadores para cada tipo de empreendimento.

Mas, as soluções de mobilidade que atendem um prédio residencial não são as mesmas quando o projeto é um condomínio de uso misto, por exemplo.

Então, como arquitetos, engenheiros e projetistas podem encontrar uma combinação perfeita?

Como escolher o elevador

Ao escolher o elevador, o primeiro passo é responder às seguintes perguntas: número de andares e circulação prevista de pessoas no empreendimento, além do tipo de uso do edifício (residencial, comercial ou misto).

Com essas informações, um software de simulação de tráfego faz o cálculo para saber quantos elevadores serão necessários para aquele empreendimento. A norma da ABNT NBR 5665, fixa as quantidades mínimas de elevadores que deverão ser especificados para o atendimento da demanda populacional de um edifício qualquer.

Sabendo a quantidade de elevadores necessários é preciso levar em conta as características do projeto para definir qual modelo atenderá melhor às necessidades diárias dos usuários, como um rápido deslocamento pelos andares.

Velocidade x ocupação

Independente do tipo do edifício, ninguém gosta de ficar esperando muito tempo pelo elevador. Por isso, um aspecto importante do projeto é o tempo de deslocamento pelos andares.

Para definir a velocidade do elevador existem alguns cálculos que levam em consideração a altura das construções. Para os edifícios residenciais ou comerciais considerados baixos ou low-rise, a tendência é por elevadores com velocidade de até 1,75 metros por segundo.

Já nos prédios de tráfego médio ou mide-rise, a velocidade pode chegar a 3 metros por segundo. E para as construções de alto tráfego ou high-rise, como os arranha-céus, os elevadores são de alta velocidade.

E para garantir um deslocamento ainda mais eficiente, os prédios com grande fluxo de pessoas podem optar pelo sistema de antecipação de chamada, uma solução eficiente e inovadora.

Como agregar valor ao projeto

Além de mobilidade, o elevador pode agregar valor ao edifício de inúmeras maneiras. A tecnologia é sem dúvida a porta de entrada para a inovação traduzida em benefícios.

Uma delas é o elevador sem casa de máquinas, ou seja, aquele modelo que não precisa de um espaço no prédio para o motor. Isso porque, a máquina já é acoplada na caixa de corrida do elevador. Essa mudança  traz  vantagens como o aumento da área útil do edifício.

As possibilidades também são diferenciadas quando se fala em design de elevadores, com várias opções de materiais para uma decoração da cabina que vai do clean ao sofisticado. Tudo pensado para uma viagem confortável, segura e eficiente.

E no futuro?

Quando pensamos em elevadores sempre visualizamos uma cabina subindo e descendo. Mas, com a evolução das construções, já existem tecnologias que quebram esse paradigma. Uma delas, o TWIN, permite que dois elevadores se locomovam de forma independente ocupando o mesmo poço.

Mais inovador ainda, é o elevador sem cabos e que permite deslocamentos não só na vertical, como também na horizontal. O MULTI já existe e você pode ter uma ideia de como ele funciona, embarcando em uma viagem aqui.

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