O que move as pessoas a ajudar o próximo, simplesmente para fazer o bem? Em busca dessa resposta, por conta do Dia Mundial da Solidariedade, encontramos várias histórias de solidariedade cujos protagonistas são colaboradores da thyssenkrupp Elevadores. Entre elas, a de Alisson de Jesus da Silva e de Flávio Vinicius de Castilho, exemplos de como semear a bondade gera alegria, oportunidade e fazer a diferença.

Nascido e criado em Guaíba (RS), Alisson tinha apenas 17 anos quando decidiu levar alegria e magia para o Natal de crianças do bairro de São Jorge, periferia da sua cidade e onde morou por 21 anos. Por conhecer de perto a realidade da região e os problemas enfrentados pela comunidade, como a violência, ele e o amigo Marcos Sydney realizam há dez anos uma festa de Natal para as crianças do bairro. “Nosso objetivo é levar um pouco de alegria para essas crianças e por meio do carinho, incentivá-las a seguirem um caminho de vida feliz”.

A figura do Papai Noel, que distribui os brinquedos arrecadados, faz a magia acontecer e, a alegria dos pequenos faz transbordar o sentimento de gratidão que Alisson sente a cada nova edição da festa. “Quando a festa acaba, para mim é como se eu tivesse recebido mais um presente de Natal. É muito gratificante vir o sorriso no rosto daquelas crianças por causa da festa de Natal, algo que eu não tive na minha infância”, conta.

As crianças e os jovens também movem a vida solidária de Flávio, carioca de Queimados, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, onde há cerca de três anos, dá aulas de jiu-jitsu aos sábados. Evangélico, ele frequenta uma igreja que abriu as portas para o seu projeto ao ceder um espaço para as aulas. Com a ajuda de doações comprou o tatame onde hoje cerca de 20 crianças e jovens, entre cinco e 14 anos, aprendem a lutar pelo bem, por meio do esporte. “Procuro orientá-los sobre como devem se comportar na vida, seja em casa com os pais, na escola ou com os amigos e, principalmente, a ficarem longe do que é ruim, pois são crianças e jovens que ficam na rua, e vivenciam os problemas da realidade de onde vivem, como usuários de drogas e o tráfico”, conta Flávio. A mudança de atitude dos alunos é o mais gratificante para ele, principalmente, quando um pai conta que o filho mudou, que está mais educado e que não fica mais na rua.

Foto Alisson3Momento de alegria da Festa de Natal: Papai Noel entrega os presentes para as crianças do bairro de São Jorge, em Guaíba (RS).
Foto Alisson4Apresentação durante a festa: teatro e dança animam as crianças e os adultos.

Mas para fazer o bem é preciso disseminar o bem, por isso, o espírito de solidariedade é contagiante. Para equipar a escolinha, Flávio conta com a colaboração da equipe da Top Brother, academia onde pratica jiu-jitsu, e que é mantida por Cézar Guimarães , o Mestre Casquinha, uma referência e em quem ele se espelha para passar adiante a tradição milenar do jiu-jitsu. “O quimono usado pela garotada eu comprei com a ajuda dos colegas. Também recebo doações para oferecer um café da manhã antes da aula. Mas tem muita gente que ajuda como e quando pode”, conta ele.

A festa de Natal de Alisson e do amigo Marcos também conta com a solidariedade de várias pessoas, começando pela parceria com a Associação dos Moradores do bairro de São Jorge que também cede o espaço para a realização da festa e o Papai Noel voluntário que faz a alegria da garotada. “Eu também não conseguiria realizar este evento sem a ajuda dos colegas da thyssenkrupp que trabalham em Guaíba e que doam os brinquedos”, enfatiza ele.

Pai da pequena Lavine, de apenas um mês, Flávio acredita que ajudar o próximo sempre vai fazer a diferença, mesmo que possa parecer uma gota no oceano.  “Muitas pessoas reclamam que o governo devia fazer e não faz. É verdade, mas ficar só cobrando a responsabilidade dos outros não adianta. Se eu posso contribuir por um mundo melhor, eu vou fazer a minha parte”. Depois das aulas de jiu-jitsu, ele já tem outro sonho: criar uma escola de formação técnica para os jovens da sua comunidade, para quem sabe no futuro serem como ele, técnico de manutenção de elevadores. “Seria uma oportunidade de futuro para esses jovens”, vislumbra Flavio, certo de que a semente vai germinar.

Foto FlavioFoto Flavio2Flávio Vinicius de Castilho (o 4º na foto, da esq. p/a dir.) ao lado de colegas e das crianças que participam das aulas de jiu-jitsu, no Rio de Janeiro

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