Como é o dia a dia do ascensorista e por que a profissão ainda existe, mesmo com a evolução tecnológica dos elevadores.

Diante de um mundo tão automático, em que os elevadores estão inclusos na rotina das pessoas, a razão pela qual a profissão de ascensorista se mantém é bem simples: o cargo não se resume a um apertar de botões, como muitos pensam.

A profissão resiste ao tempo, apesar dos avanços tecnológicos, pela segurança que oferece aos passageiros durante o sobe e desce. Em algumas cidades do Brasil, inclusive, a presença do ascensorista é prevista em Lei, como no Rio de Janeiro, por exemplo.

Mesmo que nos modelos mais atuais, o próprio elevador informe em que andar se encontra ou quando as portas irão se fechar ou abrir, a capacidade dos ascensoristas em fornecer uma informação adicional para o passageiro é um dos pontos a ser valorizado. Simpáticos, eles estão sempre a postos para atender às solicitações dos passageiros.

Dia a dia do ascensorista

Alecsandra Rodrigues de Almeida, ascensorista do Shopping Eldorado, em São Paulo, é um exemplo de como atuar nessa área é fundamental para o relacionamento com os clientes. “Somos o cartão de visitas da empresa e acabamos dando várias informações sobre o shopping”, avalia. Por dia, o Eldorado recebe em média 60 mil pessoas, de segunda a sexta-feira, e oito elevadores que atendem ao público contam com ascensoristas.

Além da simpatia, a confiança que estes profissionais passam às pessoas é fundamental. Assim como um piloto de avião consegue identificar um barulho diferente na aeronave, o ascensorista também conhece o elevador como a palma da mão, e consegue detectar quando o equipamento apresenta um problema. “Qualquer anormalidade, barulho, defeito na luz, ou em alguma peça do elevador, eu já chamo a assistência técnica”, conta Alecsandra.

Há oito anos desempenhando esta função, ela coleciona histórias sobre diferentes situações que já presenciou como ajudar um passageiro com fobia, uma mulher grávida que passou mal, além de ensinar os jovens a respeitar o direito dos idosos. “Não é só apertar o botão, temos que prestar atenção em tudo e, principalmente, no cliente/ passageiro para ver se ele não está precisando de algo”, atesta a ascensorista.

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