A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) está promovendo a revisão da NBR 5665, que fixa as condições mínimas exigíveis para o cálculo de tráfego das instalações de elevadores de passageiros em edifícios, com o intuito de assegurar condições satisfatórias de uso. Havia um apelo de entidades do setor de engenharia e arquitetura, bem como da indústria de elevadores para que a discussão saísse do papel, uma vez que a última versão da norma é de 1987.

O texto base de revisão está sendo elaborado por uma Comissão de Estudo criada em setembro 2015. De acordo com o Presidente de Superintendência da ABNT/CB-002, Salvador Sá Benevides, o objetivo da revisão é a criação de uma norma mais abrangente para preencher algumas lacunas; além de questões como as novas tecnologias em transporte vertical, a população a ser transportada, e os critérios de qualidade e eficiência a serem atendidos.

O Coordenador da Comissão, engenheiro Luis Fernando C. Bueno, do Sinduscon-SP e diretor da Rocontec, explica que nem tudo será reformulado. “Vamos manter o que há de bom na norma atual e, simultaneamente, contemplar o avanço tecnológico que está sendo ofertado. Os novos modelos de operador de porta, por exemplo, não podem ser considerados pela norma atual. Com a revisão, você cria a possibilidade de ter um incremento, ou seja, uma abertura de porta mais rápida, que vai gerar um tempo de viagem menor, facilita na hora do dimensionamento do cálculo de tráfego e, consequentemente, no dimensionamento dos elevadores”, avalia Bueno.

Atualmente, o cálculo de tráfego utilizado é uma equação matemática, uma fórmula simplificada com variáveis pré-definidas e que tem um bom resultado para prédios de baixa complexidade, assim como não contempla diferenças tecnológicas entre os equipamentos e as novas tecnologias disponíveis.

Neste sentido, um ponto que está em avaliação pela Comissão e que será um avanço, é o uso de simuladores para que os projetos mais complexos possam agregar novas tecnologias já disponíveis no mercado mundial, como duas cabinas ou dois elevadores em uma mesma caixa, mas que ainda não podem ser aplicadas no Brasil. “Com o uso de simuladores, os projetistas terão maior assertividade, pois poderão considerar para o cálculo, as melhores soluções que, ao final do processo, vão atender com mais qualidade o consumidor final, o usuário de transporte vertical”, avalia Luciano Grando, presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Mecânicos – ABEMEC-RS e secretário da Comissão.

A expectativa é grande com os avanços que a revisão da norma trará para a indústria de elevadores. “Nosso objetivo é ter uma legislação que possa colocar o Brasil no patamar tecnológico mundial para que possamos atender melhor a demanda do usuário”, avalia Fábio Kipper, Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da thyssekrupp Elevadores. Segundo ele, o uso de simuladores para o cálculo de tráfego é uma tendência mundial. “A norma europeia ISSO/WD 4190-6 também aponta para este caminho e é a base desta nova norma brasileira”, destaca.

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