Em 2006, o projeto social Oficinas Querô, desenvolvido pelo Instituto Querô, iniciava suas atividades para promover a inclusão social de jovens de baixa renda da Baixada Santista, usando o cinema como ferramenta de transformação social.

 

Referência em audiovisual na Cidade de Santos, Litoral Sul de São Paulo, o projeto, que este ano completa dez anos de atividade, contabiliza 101 filmes produzidos, entre eles um longa-metragem e 48 prêmios conquistados, todos por jovens de 14 e 18 anos que, por meio do curso, aprendem a ser roteiristas, diretores, cinegrafistas, fotógrafos e protagonistas de suas próprias histórias levadas para a tela do cinema.

 

Ao longo desta década, o projeto se fortaleceu e vem mostrando a força do audiovisual como pilar educacional de transformação, capacitando mais de 340 jovens nas oficinas e inserindo 40% deles, cerca de 120, no mercado de trabalho após o curso.

 

É o caso de Cibele Gonçalves dos Santos, de 19 anos, que ao se inscrever nas Oficinas Querô, viu uma oportunidade de mudar a sua realidade. “Eu estava no terceiro ano do ensino médio, com dúvidas sobre o que cursar e apreensiva sobre como seria o futuro dali em diante. Mas, ao participar das oficinas Querô, que tem um processo aprofundado de experimentação, pude não só ter uma visão do cinema como formação cidadã, mas também enxergar um futuro no mercado de trabalho”, afirma a jovem.

 

Apaixonada pelo audiovisual desde a infância, muito em função de sua geração ter sido criada com as facilidades da televisão, smartphones, entre outras tecnologias, Cibele passou a se destacar logo no início do processo seletivo das oficinas Querô e foi selecionada entre os 40 inscritos para a turma de 2014. “Passei por diversas etapas no processo seletivo, onde elaborei uma redação, criando uma história em grupo que, posteriormente, foi filmada, além de participar de debates que abordavam temas sociais e contribuíram para o meu desenvolvimento”, atesta ela.

 

Durante as oficinas, as atividades multidisciplinares envolvendo criação, produção, informática, expressão verbal, gestão e humanismo, despertaram em Cibele o espírito de cineasta e abriu as portas para uma nova realidade. Logo em seu primeiro ano nas oficinas, Cibele já se engajou na produção do curta-metragem “Azul da Cor do Mar”, filme que concorreu no Festival de Cinema Infantil no Rio de Janeiro em 2014. Teve a oportunidade de interpretar Júlia, protagonista do filme, o que acabou estimulando ainda suas habilidades nas artes cênicas, além de viajar para o Rio de Janeiro, representando o Instituto Querô no festival.

 

Hoje, ela é contratada da Querô Filmes, produtora social que realiza projetos autorais e atua no mercado profissional com a produção de curtas-metragens, documentários, programas de TV, entre outros. “Trabalhar na Produtora Querô Filmes com certeza foi a minha maior realização. Já são oito meses como produtora de base e, a cada dia, aprendo algo novo, dando continuidade à minha capacitação”, afirma.

 

Como os bons frutos colhidos até agora, a jovem está determinada a prosseguir na carreira e conta com o apoio dos pais. “Estou cursando a faculdade de cinema com a certeza de que, por meio do audiovisual, uma arte completa e poderosa de discussão com o público, terei uma grandiosa formação pessoal”, afirma Cibele.

 

Por meio da política de investimento social privado, a thyssenkrupp Elevadores apoia o projeto das Oficinas Querô desde 2014, para capacitação de jovens entre 14 e 18. “Buscamos parceiros que tenham projetos na área da educação profissionalizante voltado para jovens em vulnerabilidade social, com o objetivo de proporcionar aprendizado específico na área e criar oportunidades para entrada no mercado de trabalho”, afirma Shana Schacht Gemmer, Analista de Responsabilidade Social da thyssenkrupp Elevadores.

Cibele Gonçalves_por Thaianne Spinassi baixaGravações Curta Azul da Cor do Mar_por Instituto Querô baixa Gravações Curta Azul da Cor do Mar 2_por Instituto Querô baixa

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