Celebrado no dia 08 de março, o Dia Internacional da Mulher, foi criado para marcar a trajetória de lutas e conquistas das mulheres na sociedade. Da década de 60, quando os movimentos feministas ganharam as ruas, aos dias de hoje, muita coisa mudou, inclusive, o significado do termo feminista.
O movimento Girl Power, fenômeno cultural dos anos 90, é representativo dessa nova visão da mulher para o seu papel na sociedade de hoje. Disseminado mundialmente pela voz de cantoras do pop americano, como a Beyoncé, entre outras tantas personalidades femininas, o movimento é considerado a 3ª onda do feminismo sob a ótica do empoderamento feminino, ou seja, dar poder às mulheres para buscar seus direitos e com total igualdade de gênero.
As histórias de vida de duas colaboradoras da thyssenkrupp, que representam este poder feminino, servem de exemplo para essa discussão. Através de suas experiências, elas revelam que é possível quebrar as barreiras da discriminação relacionadas ao desenvolvimento profissional e pessoal em uma sociedade ainda pautada pela desigualdade de gênero.
Natural do Rio de Janeiro, Michelle Consuli é Técnica de Segurança do Trabalho há sete anos na Filial carioca. Foi durante sua infância, que o sentimento de independência surgiu pela primeira vez. Ao observar o papel de sua mãe como dona de casa, decidiu que não iria trilhar por esse caminho. “Logo que casou, minha mãe parou de trabalhar, pois segundo meu pai, mulher dele só trabalhava em casa. Nunca me adaptei a esta cultura enraizada da mulher submissa e dependente financeiramente, por isso, a minha decisão foi não seguir o exemplo de minha mãe”.

Michelle Consuli

Michelle decidiu alçar voos mais altos, buscando se profissionalizar. Com formação técnica em Segurança do Trabalho conquistou seu espaço e se sente orgulhosa do que faz. Sua rotina diária é bem dinâmica, pois atua em campo, orientando e fiscalizando os colaboradores da thyssenkrupp sobre os procedimentos de saúde e segurança em suas atividades, como o uso correto de EPI’s, além de ministrar treinamentos e campanhas.  “Considero uma conquista conseguir o respeito como mulher e profissional numa empresa constituída em sua maioria por homens, conquista galgada com ética, profissionalismo e pulso forte diante do mundo masculino. O respeito deve ser mútuo entre homens e mulheres, cada um com suas características de gêneros para que possam se complementar em prol do objetivo a ser alcançado no trabalho”, ressalta a técnica.
A história de vida de Lisiane Elesbão Kopf, coordenadora de Produção da Fábrica da thyssenkrupp, em Guaíba (RS), segue o mesmo perfil da colega  Michelle. Formada em Engenharia Elétrica, Lisiane também se enquadra na luta diária pela independência feminina. “Minha escolha profissional me levou a estudar em uma sala onde predominava o público masculino. Sempre ouvi piadas preconceituosas sobre o que se esperar de uma mulher que fazia engenharia, porém nunca dei importância. Sabia que meus resultados dependiam somente dos meus esforços e enxergava neles, uma maneira de quebrar estes paradigmas”.
Com essa firmeza e determinação, Lisiane chegou lá e hoje ocupa um cargo de liderança na linha de produção de cabinas, além de coordenar a implantação do Production System, processo que promove a transformação por meio da gestão Lean em toda a fábrica, buscando uma cultura de melhoria continua. Até pela atividade da empresa, a presença masculina no chão de fábrica é dominante, mas assim como Lisiane, outras lideranças femininas estão despontando, fato que ressalta a cultura da diversidade da empresa e que tem a igualdade de gêneros como um de seus pilares.

Lisiane Kopf

As conquistas alcançadas na vida de Lisiane, como também seus ideais e valores são reflexo da luta por independência da mulher e do empoderamento feminino. “Percebo que a luta pelos direitos da mulher está em constante evolução. Vejo isso na minha casa. No tempo de minha avó, as mulheres eram criadas para casar, saber cozinhar e cuidar da casa. Porém, essa realidade foi mudando aos poucos. Eu, por exemplo, fui sempre “cobra” por estudar, trabalhar, aprender a dirigir, enfim, ter minha independência, sem a pressão de ter que casar. Vejo que hoje, o casamento deixou de ser uma obrigação para as mulheres e sim o planejamento do seu futuro conforme os seus desejos”, avalia Lisiane.
O que parece não mudar, independente de todas as conquistas, é a capacidade da mulher em conciliar várias tarefas e dar conta de tudo. Mesmo ciente de que não é nada fácil, Lisiane tem sua fórmula para enfrentar as demandas diárias. “Procuro planejar e pensar o que é realmente importante para mim naquele momento, ao invés de querer fazer tudo e agradar a todos. Nas tarefas de casa, conto com a ajuda de meu noivo e companheiro, e consigo conciliá-las com as tarefas do trabalho,” afirma.
Para Michelle, conciliar a rotina de trabalho com as tarefas de casa exige disciplina, mas ela tira de letra e encara com bom humor. “Nós mulheres, somos boas nesse quesito de fazer várias coisas ao mesmo tempo, fomos agraciadas com essa qualidade e é o nosso diferencial.”

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