Quando entra no elevador de um prédio, Paulo Nakamura, já sabe se o equipamento tem algum defeito técnico. Assim como o médico que consegue diagnosticar a doença do paciente fazendo um exame clínico, ele sabe escutar o elevador e perceber algum problema. O ouvido apurado é uma das qualidades que desenvolveu ao longo de 43 anos de profissão, como Inspetor de Engenharia da Qualidade do DEQC, Departamento de Engenharia da Qualidade de Campo da thyssenkrupp Elevadores que responde pelo treinamento, suporte técnico e auditorias técnicas para as áreas de Serviços, Obras Novas e Modernização.
Profissional com mais tempo de trabalho do departamento, Nakamura já passou por todas as áreas do DEQC. Auxiliou na formação de mão de obra ministrando treinamentos e participou da criação da área de suporte orientando os técnicos por telefone e ,quando necessário, viajando até o local para solucionar problemas de maior complexidade. Hoje, atua na auditoria técnica da área de Instalação, onde verifica a execução dos processos padronizados para a montagem dos elevadores da marca no Brasil.
Começou a trabalhar na área muito jovem, montando elevadores. Aprendeu na prática tudo o que sabe e costuma dizer que persistência e paciência são duas características que não podem faltar para quem trabalha com elevador. Um caso que aconteceu com ele há 20 anos serve de exemplo. O elevador de um hotel em Maringá, Paraná, vinha apresentando um defeito recorrente que os técnicos locais não conseguiam resolver. Nakamura foi chamado e ficou uma semana analisando o funcionamento do elevador, monitorando da casa de máquinas o sobe e desce por horas e dias a fio, até que conseguiu enxergar onde estava o problema. “A gerente do hotel ficou tão agradecida que até hoje, ela envia um cartão no dia do meu aniversário”, conta satisfeito.
Colecionar histórias bem-sucedidas é uma satisfação para ele, assim como passar para frente o que aprendeu. Na Matriz, em Guaíba, Nakamura é uma referência para os colegas mais jovens que integram a equipe do DEQC. E, nas Filiais da empresa, é reconhecido pela habilidade em solucionar os problemas com os elevadores.

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Assim como ele, outros doutores de elevadores atuam pela empresa. O DEQC possui uma equipe na Matriz e representantes em todas as Filiais no Brasil, uma estrutura necessária diante da complexidade do trabalho realizado. Coordenador do DEQC, Fábio Coletti Lisbôa, destaca o papel de formador de mão de obra do departamento. “É uma atribuição dos nossos profissionais formar novos quadros e multiplicar o conhecimento adquirido. Uma tarefa que não é para qualquer um. Também primamos pela imparcialidade durante as auditorias, sempre visando a melhoria dos processos, pois somos os guardiões da qualidade”.
O DEQC também é um elo importante entre a produção e a área de Pesquisa e Desenvolvimento, pois consegue dar um feedback sobre o desempenho de um equipamento novo, avaliando sua performance no campo, quando já está funcionando. “Para conhecer o produto, precisa ir a campo, avaliar e trazer os dados para dentro da empresa”, destaca Coletti.
Sempre um passo à frente, o DEQC já se prepara para incorporar as novas tecnologias lançadas pela empresa para atender as demandas na área de Serviços. Dentre elas, o MAX, nova plataforma desenvolvida em parceria com a Microsoft, que permite o monitoramento, medição e envio de informações sobre o funcionamento do elevador. “Essas novas tecnologias serão muito úteis para a Engenharia da Qualidade de Campo. Hoje, para saber como está o elevador precisamos ir lá presencialmente. Com o MAX, vamos agregar mais dados antes de ir a campo”, avalia o Coordenador do DEQC.
Fábio Coletti também é entusiasta das atribuições do smartglass, a tecnologia de realidade mista, que os técnicos da thyssenkrupp Elevadores vão usar como ferramenta de trabalho.  “Com o smartglass vamos poder enxergar o que o técnico está vendo sem necessariamente se movimentar, com mais produtividade e agilidade no repasse do conhecimento. Hoje, por exemplo, estou com um técnico no Panamá e precisando do apoio dele no Chile. Mas, se o técnico estiver com o smartglass, não preciso ir até o Chile, posso através das imagens geradas por essa tecnologia, mandar o apoio para ele resolver o problema mesmo a distância”.
Para Nakamura, a tecnologia é uma ferramenta importante, principalmente na redução do tempo de atendimento, mas a presença do técnico sempre será imprescindível. “O técnico terá informações mais precisas para um diagnóstico e solução do problema, o que significa maior disponibilidade do elevador para o usuário final, o passageiro. Mas sem ele, a tecnologia não funciona”, ressalta.

DSC_0063DSC_0076Paulo Nakamura

Imagem2Equipe DEQC – Matriz

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  1. Não são apenas Doutores. São os melhores Doutores que um elevador pode ter.
    Muito orgulho de conhecê-los e mais ainda, de conhecer o trabalho dedicado e precioso que desenvolvem.
    Feras !

  2. Cimara Barbosa Cena diz:

    Parabéns aos Doutores que se preocupam em solucionar os problemas e ainda sim com muita responsabilidade e competência. Me sinto orgulhosa de fazer parte deste Grupo.

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