Desde a antiguidade, a engenharia esteve atrelada às invenções que marcaram a evolução da humanidade, como a criação da roda, entre outras. Também devemos aos engenheiros a construção de obras icônicas como as Pirâmides do Egito e a Muralha da China, para citar dois exemplos.
Na era moderna, a profissão se consolidou e, além da engenharia civil e militar, outras especialidades nasceram como a engenharia mecânica, elétrica, química, entre outras, ampliando o espectro de atuação profissional.
Na thyssenrkrupp Elevadores, profissionais engenheiros constituem uma fatia importante dos colaboradores formados, 7% do total. A atuação está pulverizada em várias áreas. Desde coordenadores, gerentes, diretores até presidentes todos possuem formação em engenharia.
Por muito tempo, a engenharia foi considerada uma profissão masculina, mas hoje, a barreira vem sendo quebrada por muitas mulheres que decidiram desafiar as dificuldades e ir atrás de um sonho.
A líder de produção da Fábrica de Guaíba da thyssenkrupp, Cinthia Oricchio de Castro, faz parte deste time. Ela sempre gostou da área e decidiu fazer um curso técnico em engenharia química, que acabou dando a ela a certeza de que queria seguir carreira. Formanda deste ano da PUC-RS e prestes a receber o tão sonhado título de bacharel em engenharia química, ela aplica no dia a dia os conhecimentos adquiridos no setor de pintura, onde lidera uma equipe de 14 pessoas. “O setor é fundamental para a produção, pois a maioria das peças do elevador precisa passar pela pintura, portanto, não podemos ter atrasos senão toda a produção fica comprometida”, explica Cinthia.
Para quem olha de fora, tudo parece muito complexo, mas ela tira de letra, apesar de muito jovem. “A faculdade me deu o conhecimento técnico sobre os tratamentos químicos de superfície e as características das tintas. Também conheço os tipos de bombas, tubulações, o funcionamento das máquinas e a reação química que ocorre dentro de cada tanque da linha de pintura”, detalha a líder de produção.
Para Cinthia, a mulher ainda tem muito ainda a conquistar na área de engenharia, mas não vê dificuldades em vencer preconceitos. “A aceitação ao trabalho às vezes não vem, mas tudo bem. Quando a gente faz o que realmente gosta, quem acaba mudando de ideia são as pessoas que, por algum motivo teriam um preconceito, e agora adoram o teu trabalho”, avalia.  Com essa certeza, ela quer crescer profissionalmente e sonha em ser contratada como engenheira química.
Cinthia Oricchio de CastroCinthia Oricchio de Castro, líder de produção da Fábrica de Guaíba da thyssenkrupp Elevadores
O engenheiro mecânico Ricardo Scheidt, Gerente da Filial Santa Catarina da thyssenkrupp Elevadores, desde pequeno já tinha uma inclinação para a carreira. Gostava de desmontar e montar os aparelhos domésticos para entender como funcionavam. A curiosidade estava no DNA. O pai, Olmiro Scheidt, engenheiro, sempre foi um exemplo e na hora de decidir sobre qual profissão escolher, Ricardo não teve dúvidas, apesar de gostar muito de animais e muitas pessoas acharem que iria ser veterinário.
Formado há dez anos pela PUC-RS, ele se identifica muito com a parte técnica da profissão, apesar de já ter atuado na área comercial como coordenador de Obras Novas. “A minha primeira experiência na empresa foi na área de instalação, montando elevadores, um período de muita aprendizagem. Sempre gostei de pôr a mão na massa, sujar as mãos, não vejo problema algum. Até hoje, quando vejo os técnicos reunidos por causa de um problema eu não resisto e me envolvo no assunto para ajudar a tirar o defeito do elevador. É uma forma de matar a saudade do dia a dia no campo”, conta Scheidt.
Para atuar na área comercial, onde atuou de 2009 a 2012, ele precisou desenvolver habilidades que não possuía, mas confessa que o conhecimento técnico ajuda muito nas negociações. “O relacionamento com os clientes é uma troca e consigo mesclar minha expertise como técnico com os atributos da área comercial. É uma mistura gostosa”.
Fazer parte de uma empresa que está sempre inovando, é muito gratificante profissionalmente e amplia os desafios, na opinião do gerente. “Mesmo como engenheiro, preciso ficar atualizado e gosto de pesquisar sobre tudo, desde um novo modelo de celular, até coisas mais específicas da minha área e, nesse caso, procuro conversar com os colegas de engenharia da área de P&D da fábrica, que são experts no assunto”.
Manter vivo o espírito curioso de quando era menino é para ele fundamental tanto na vida profissional como na pessoal. “Quem se acomoda fica para trás. Ando sempre com as antenas de pé”, enfatiza Scheidt.
Ricardo ScheidtRicardo Scheidt, gerente da Filial Santa Catarina da thyssenjrupp Elevadores

 


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