No próximo domingo, 28 de junho, será celebrado em todo o mundo o Dia do Orgulho LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais), fechando o mês dedicado às manifestações em defesa dos direitos desse público.

A data remete à revolta de Stonewall, nome do bar localizado em Nova York, onde em 1969, uma batida policial provocou uma manifestação em apoio à comunidade LGBTI+ que ganhou as ruas de Manhattan. Várias mobilizações aconteceram em diferentes cidades dos Estados Unidos e, em 1° de julho de 1970, foi organizada a primeira parada do orgulho LGBTI+.

Desde então, a bandeira LGBTI+ ganhou o mundo. No Brasil, a primeira parada foi realizada em 1995, no Rio de Janeiro, e a de São Paulo, considerada a maior do mundo, teve início em 1997. Este ano, devido à pandemia do novo coronavírus, os eventos comemorativos estão sendo realizados virtualmente para evitar aglomerações.

Diversidade e inclusão nas empresas

A pauta da diversidade nas empresas ganha força e no mês de junho o calendário está voltado para a causa LGBTI+. Na thyssenkrupp Elevadores, a comunicação da marca ganhou as cores da bandeira LGBTI+ para valorizar a cultura de respeito às pessoas e a valorização das diferenças.

O Comitê de Diversidade e Inclusão também promoveu um debate para os colaboradores, colaboradoras e com pessoas da comunidade LGBTI+, com a finalidade de promover o diálogo sobre essa temática, que é um dos pilares prioritários para trabalhar diversidade e inclusão na empresa.

Um dos convidados e mediador do evento foi Matheus Felippe, palestrante e consultor em Diversidade e Inclusão, para quem a temática LGBTI+ ainda precisa avançar muito dentro das empresas. “Temos que romper o silêncio, pois ainda existe muito receio em falar sobre o tema. A mudança tem de vir da base, trabalhando o respeito e a empatia; abrindo espaço para o diálogo; e criando oportunidades. Não adianta investir na imagem externa e alcançar indicadores que não refletem a realidade da inclusão na cultura da empresa”, afirma ele.

Neste cenário, as exceções são, principalmente, as empresas que têm lideranças LGBTI+ ou que abraçam a causa, o que demonstra a importância do papel do presidente ou do CEO no processo. “A liderança inspira a mudança, mas a maioria das pessoas que ocupa os cargos executivos não sofre preconceitos na mesma intensidade de quem levanta a bandeira. Principalmente, quando as lideranças são majoritariamente formadas por apenas homens, brancos e heterossexuais e sem deficiência física. Por isso, enquanto não trabalharmos a educação inclusiva, não vamos avançar com a pauta na sociedade”, destaca Matheus.

Gerar desconforto

Há seis anos trabalhando com diversidade e inclusão, Matheus vivenciou o avanço que o tema ganhou no Brasil. Do TCC da faculdade até o cargo de líder que hoje ocupa no Sicredi – Sistema de Crédito Cooperativo, muita coisa mudou, mas muito ainda precisa ser feito.

“Não temos a cultura de sermos inclusivo em nenhum espaço da sociedade. Desde pequeno aprendi a lidar com a segregação social por ser de uma família humilde, negro e LGBTI+, e com a inclusão, pois meu pai ficou cego quando eu tinha 15 anos. Por isso, costumo dizer que meu papel é gerar desconforto, fazer a pessoa refletir e enxergar que ela tem privilégios”. O caminho, segundo ele, é longo e é necessário ter resiliência e paciência para entender a pluralidade do tema, pois são muitas causas que precisam ser contempladas, além da LGBTI+.

Dar aos colaboradores e colaboradoras a liberdade de ser quem são, de terem orgulho da sua história e de poderem crescer profissionalmente em um ambiente seguro e de diversidade e igualdade são princípios que integram o Programa de Diversidade e Inclusão da thyssenkrupp Elevadores.

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