Acessibilidade em hotéis: lei federal prevê adaptação até 2018. O Estatuto da pessoa com Deficiência (Lei 13.146) estabelece um prazo até janeiro de 2018 para hotéis, pousadas e demais empreendimentos do setor adaptarem suas instalações.

As novas construções precisam seguir os princípios universais e adotar todos os meios de acessibilidade. Os hotéis em funcionamento precisam se adequar, construindo rotas acessíveis e modificando seus dormitórios para receber hóspedes com mobilidade reduzida. A legislação exige que 10% dos dormitórios sejam acessíveis.

Já para a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), os novos empreendimentos devem ter 5% de suas unidades totalmente acessíveis e os empreendimentos já estabelecidos precisam adequar 2% de seus quartos. A entidade determinou esses números com base em uma pesquisa, cujo resultado mostra que somente entre 1% a 2% dos apartamentos são ocupados por pessoas com necessidades especiais.

“Um relatório da Organização Mundial da Saúde revela que 2,2% da população de 59 países, que representam 64% da população mundial, têm algum tipo de deficiência. Outro levantamento da OMS mostra que, em 2020, haverá 1,2 bilhões de pessoas com mais de 60 anos no mundo. Levando em conta a tendência de crescimento de viagens de pessoas nessa faixa etária, nossa proposta é que os empreendimentos tenham 5% de suas unidades preparadas para receber esse público”, afirma Dilson Jathay, presidente da ABIH.

Hotel acessível

O Petit Rio Hotel, localizado próximo à praia do Flamengo, na capital do Rio de Janeiro, é um exemplo de empreendimento novo que atende a todas as necessidades de acessibilidade. Inaugurado em novembro de 2016, o hotel possui quartos com portas maiores, guarda-roupas acessíveis e banheiros dentro das normas para receber pessoas com mobilidade reduzida.

Além disso, possui a plataforma Easy Vertical da thyssenkrupp, instalada próximo à escada que tem um desnível para chegar aos elevadores do segundo bloco. Com capacidade para transportar 250 quilos, comportando uma pessoa com cadeira de rodas e um acompanhante, ou três pessoas em pé, o equipamento vence um desnível de 1,18 metros e proporciona autonomia aos usuários, lhes garantindo o direito de ir e vir de forma plena e totalmente independente, conforme previsto na Constituição Federal Brasileira – Direito ao Acesso.

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“Estamos dentro da legislação e isso é importante. Mas ser acessível também nos permite ter um diferencial competitivo no momento do hóspede reservar um hotel, pois estamos capacitados para receber pessoas com necessidades especiais, idosos com mobilidade reduzida ou pessoas que passam por períodos de limitação de locomoção. Assim podemos nos tornar referência para esse nicho de mercado”, analisa Manuel Adonias, diretor do hotel.

A thyssenkrupp Elevadores possui uma Divisão de Acessibilidade que é pioneira ao ofertar produtos que atendem às necessidades das pessoas com mobilidade reduzida temporária ou permanente, como portadores de necessidades especiais e idosos.

Para 2017, a empresa vai ampliar a gama de oferta que hoje disponibiliza no portfólio de acessibilidade. “A diretriz mundial da companhia está focada na inclusão social e na mobilidade urbana, e nosso desafio é atender às necessidades de mercado, a partir de soluções inovadoras”, destaca Rafael Villar, gerente da Divisão de Acessibilidade da área de negócios Elevator Technology da thyssenkrupp para o Brasil.

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