Os passageiros que embarcam nas aeronaves dos aeroportos brasileiros, utilizando modernas pontes de embarque da thyssenkrupp, não imaginam os caminhos que esses equipamentos percorrem antes de chegarem ao seu destino final.

Para conhecer um pouco sobre esse desafio de logística, embarque conosco nessa aventura rumo ao Estado do Amapá para a entrega de três pontes de embarque, em Macapá, no novo aeroporto internacional, inaugurado recentemente.

Atravessando o oceano 

A primeira etapa da viagem durou 22 dias e cruzou o Oceano Atlântico em um navio break bulk (destinado a maquinários de grande porte). A carga saiu do Porto de Valência, na Espanha rumo ao Brasil, mais precisamente até o Porto de Paranaguá, no Paraná.

Estamos falando de uma carga de 80 toneladas que é embarcada em partes, devido à grande estrutura. Só o túnel, peça que é acoplada na porta do avião e por onde os passageiros embarcam e desembarcam, pesa 13 toneladas. As outras duas são a rotunda e a coluna.

Carga diferenciada

O desembarque e a liberação da carga levam normalmente cerca de cinco a dez dias, por conta dos procedimentos legais da alfândega brasileira. Mas, neste caso específico, devido à mobilização do operador portuário e da transportadora, a liberação saiu em dois dias. Para ganhar tempo, a carga já foi acomodada em quatro carretas ao ser retirada do navio, eliminando um novo carregamento após os tramites de liberação.

Após essa etapa, as pontes começaram uma longa viagem que percorreu estradas e rios para cortar o país, de Sul ao Norte.

O tamanho da carga atingiu 17 metros de cumprimento, com excessos nas laterais e na altura. Por isso, é obrigatório ter batedores para escoltar as carretas, por medidas de segurança. Todo o percurso por rodovias e áreas urbanas seguiu a legislação municipal de cada Estado, com relação aos horários e dias que a carga, considerada especial, pode trafegar.

A carga saiu do Porto de Valência, na Espanha rumo ao Brasil.

As pontes começaram uma longa viagem que percorreu estradas e rios para cortar o país, de Sul ao Norte.

Percurso desafiador

O percurso até Macapá foi de 3.800 quilômetros, distância que daria para ir da Espanha a Moscou.  As carretas cortaram estradas de oito estados brasileiros (Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Maranhão, Pará e Amapá), sendo que a parte entre Belém do Pará e Macapá, de 450 quilômetros, foi feita de balsa pelo rio Amazonas.

Neste trecho, por determinação da Capitania dos Portos, o embarque é realizado pelos motoristas das carretas, mas eles não acompanham a carga na mesma balsa. O desembarque é realizado por motoristas da empresa de navegação. A travessia levou dois dias, mas devido às variações de maré do rio Amazonas, o percurso pode levar mais de 30 dias.

Do desembarque da balsa, até o local de descarga, etapa final da viagem, a atenção foi redobrada no trecho urbano de Macapá, por causa das restrições de altura, devido às fiações de telefonia fora de padrão.

Vencido este obstáculo, a carga chegou ao seu destino após 12 dias de viagem, dentro do prazo de entrega combinado, coroando uma ação planejada minuciosamente quando o projeto ainda estava na fase de negociação.

Uma operação que envolve profissionais de várias áreas com um único objetivo: levar mobilidade para as pessoas, não importando a distância a ser percorrida.

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>